13/08/2016

PERDIDAMENTE FLORBELA (2012) do realizador Vicente Alves do Ó




Perdidamente Florbela, episódio 1
in Youtube.

Perdidamente Florbela, episódio 2
in Youtube.

Perdidamente Florbela, episódio 3
in Youtube.



A série de três episódios intitulada Perdidamente Florbela (Portugal, 2012) de Vicente Alves do Ó  foi transmitida a partir de 26 de dez. 2012 na RTP1, às 22h25m.

Trata-se de uma versão mais longa para televisão do filme Florbela (2012),  do mesmo realizador. O filme teve antestreia no Cinema São Jorge, a 22 de fevereiro, e nas sala de cinema portuguesas a 8 de março.

Quer o filme quer a minissérie configuram o "drama biográfico"  da poetisa calipolense Florbela Espanca (1894-1930) - a série abrange toda a vida de Florbela, o filme centra-se em quatro dias da sua vida, nos anos 20 - e são protagonizados por Dalila Carmo, Ivo Canelas e Albano Jerónimo. 



Sinopse de "Perdidamente Florbela":


"O retrato íntimo de Florbela Espanca. A história de uma mulher apaixonada e que apaixonou.


Florbela Espanca é um dos vultos mais importantes da poesia portuguesa do século XX. A sua história pode ser contada com ou sem escândalo, ou fascinação pelo escândalo, mas será sempre a história de uma mulher apaixonada e que apaixonou. Reinventou o conceito de ser poeta, hoje em dia indissociável da música dos TRovante que todos sabemos de cor, “E dizê-lo a toda a gente”. Esta série é o retrato íntimo de Florbela: Uma vida cheia de sofrimento, mas uma poesia que se eternizou pelo seu encanto nunca longe da sensualidade." - in site da RTP.

Para saber mais


26/07/2016

OS MONUMENTOS A FLORBELA



Uma recente viagem a Vila Viçosa permitiu visitar alguns lugares da vida de Florbela Espanca. A vila é formosa e espantosamente rica em património arquitectónico, museológico e bibliográfico, merecendo ser revisitada.
Dos muitos registos fotográficos – outros na memória afetiva! – que foi necessário catalogar, notei que não me lembrava nem do autor nem da data do realmente muito belo retrato esculpido em mármore da Poetisa. Os calipolenses também não parecem ter noção do valor do artista que esculpiu com tanta mestria a sua grande poetisa.
A informação está sempre na monumental coleção das Obras Completas de Florbela Espanca editadas por Ruy Guedes, referência obrigatória para qualquer estudioso (até para alguns investigadores que dela se servem abundantemente, mas negando o valor “académico” da edição crítica, raramente a citando – como é da praxis académica!).
Encontramos a informação necessária na página 255 de Florbela Espanca: Fotobiografia, Lisboa: Dom Quixote / Rio de Janeiro: Livr. Paisagem, 1985, vol. VII de “Obras completas de Florbela Espanca”– org. de Rui Guedes.
Motivados pela descoberta e para que a informação sobre a iconografia de Florbela Espanca fique mais rigorosa, registamos também o retrato esculpido de Florbela por Diogo de Macedo, em Évora, e o recente monumento a Florbela no Parque dos Poetas, em Oeiras, por Francisco Simões.
Boa visita!

1 – Monumento a Florbela Espanca, em Évora (1949)


Busto de Diogo de Macedo 

O quê? (tipo de arte)
Escultura
Descrição:
Monumento a Florbela: Busto.
“Lisboa, 1931 – gesso – Forma em tasselos, 1960 (o gesso original foi destruído pelo autor) – 62
Busto executado em mármore para o monumento projectado em Évora, com o pedestal de Jorge Segurado, inaugurado no Passeio Público, em Évora, em 18-VI-1949” (in catálogo, 1960)
Autoria:
Diogo de Macedo (1889-1959)
Data de criação:
1931
Data de inauguraçãoo:
18.06.1949
Localização:
Obra em lugar público:
Passeio Público, em Évora, Alentejo
Observações:
N.º da peça no catálogo: 46
Referência principal*:
Diogo de Macedo – catálogo, 1960.
 
Busto em gesso

* Referências


  • Diogo de Macedo – catálogo da exposição “organizada pela viúva do artista com a assistência e colaboração do Dr. João Couto, dos artistas Abel Manta, Barata Feyo, Bernardo Marques, António Duarte, e dos respetivos Serviços do S. N. I. – Palácio Foz, Lisboa, 1960.”. – Com fotografias de Mário Novais [1899-1967]. Lisboa: Edições SNI, 1960.


2 – Monumento a Florbela Espanca, em Vila Viçosa (1964)


Busto de Raul Xavier
Pedestal do Arquiteto Raul David

O quê? (tipo de arte)
Escultura
Descrição:
Monumento a Florbela: Busto.
Busto executado em mármore para o monumento projetado em Vila Viçosa, com o plinto do arquiteto Raul David, inaugurado no jardim de Vila Viçosa, em maio de 1964.
O busto feito em bronze, em 1955 , foi oferecido pelo artista ao Museu Amadeo de Souza Cardoso, em Amarante.
Autoria:
Raul Maria Xavier (Macau, 23.03.1894-Lisboa, 1.01.1964)
Data de criação:

Data de inauguraçãoo:
17.05.1964
(no 70.º aniversário do nascimento de Florbela)
Localização:
Obra em lugar público:


Originalmente no jardim designado Mata Municipal de Vila Viçosa, junto ao coreto - ver imagem à esquerda   (Cf. fotografia na Fotobiografia), em Vila Viçosa, Alentejo.

Atualmente, na Avenida Bento de Jesus Caraça, junto ao Cine-Teatro Florbela Espanca, em Vila Viçosa.
Observações:

Referência principal*:
Fotobiografia.


Busto em bronze

* Referências

  • Raúl Xavier, in site do Museu Amadeo de Souza Cardoso.
  • “Raul Xavier”, verbete in Wikipédia.
  • “Florbela Espanca” – busto em broze e soneto “Vaidade”, in blogue Sarrabiscos, da autoria de Graça Pimentel [gracapimentel@netcabo.pt], 15.04.2014.


3 - Monumento a Florbela Espanca, em Oeiras (2003)


Escultura de Franscisco Simões
Imagem da Internet (Google imagens)

O quê? (tipo de arte)
Escultura
Descrição:
Monumento a Florbela.
Integrada num conjunto de esculturas no Parque dos Poetas, em Oeiras.

2003 –  início, com monumentos a Eugénio de Andrade, Mário de Sá Carneiro, Sophia de Mello Breyner, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, José Gomes Ferreira, Natália Correia, Miguel Torga, Teixeira de Pascoaes, Alexandre O’neil e Ramos Rosa;
2004 – conclusão, com os monumentos a David 
Mourão-Ferreira, Manuel Alegre, António Gedeão, 
Carlos de Oliveira, Camilo Pessanha, Jorge de Sena, 
José Régio, Vitorino Nemésio e Ruy Belo. (in site do artista Francisco Simões )
Autoria:
Francisco Simões (1946-)
Data de criação:

Data de inauguraçãoo:
7.06.2003
Localização:
Obra em lugar público:
Parque dos Poetas, em Oeiras, distrito de Lisboa
Observações:

Referência principal*:
Site do artista.

Referências

Francisco Simões – site oficial do artista [http://franciscosimoes.net/pagina-inicial/].


O retrato de Florbela esculpido em mármore, em Vila Viçosa.

07/03/2016

Florbela Espanca é tema do espetáculo de dança da autoria da Espaço Clássico São Paulo


Máscaras da Alma - Vida e Obra de Florbela Espanca

Ballet coreografado e apresentado pelo Espaço Clássico São Paulo.
16 de abril de 2016, às 20h30
Na Cia do Topo, Santana, São Paulo / Brasil


É um ballet inspirado na vida e obra da poetisa Florbela Espanca [1894-1930] coreografado e apresentado pelo Espaço Clássico São Paulo (ECSP).

Direção: Hellen Caras
Coreografia: Andressa Malerba, Edson Suckow, Hellen Caras, Wilson Guilherme
Elenco: Andressa Malerba, Edson Suckow, Hellen Caras, Victoria Catalano, Wilson Guilherme
Colaboração: Jéssica Marchetti e Pedro Bonzanini

Data: 16.04.2016
Horário: 20h30
Local:     CIA do Topo – Teatro e Centro Cultural
                  Rua Soror Angélica, 768,
                  CEP 02452-060, Santana, São Paulo-SP
Bilhete: R$ 20,00

Para saber mais:

  • Espaço Clássico São Paulo, perfil no Facebook.
  • E-mail: espacoclassicosaopaulo@gmail.com
  • Versão anterior do espetáculo: Sábado, 22 de agosto de 2015, às 21:00 em UTC-03. Informação no Facebook, 4.08.2015:  “ A cia, que conta com 14 anos de existência, neste delicado espetáculo com coreografia baseada na vida e na obra da poetisa portuguesa Florbela Espanca, tenta, através da utilização de dez textos coreógrafados da poetisa, retratar três fases da vida da Flobera Espanca e a importância de seu Irmão Apeles em sua vida. / A narrativa passa pela Florbela Espanca Jovem, Florbela Espanca e seus romances e por fim Florbela Espanca e suas crises neuróticas que a levou ao suicídio. / Coreografia coletiva da cia. / Com colagem musical que inclui concerto para violino de Philip Glass. / Estréia: 22 de agosto de 2015. / Teatro Cia Do Topo - Rua Soror Angélica, 768 –Santana.”






30/08/2015

"Meu Portugal", poema constituído por cinco quadras de Florbela Espanca


Fotografia de Eduardo Luís Godinho
no Facebook, 14.08.2015




MEU PORTUGAL


Meu Portugal querido, minha terra
De risos e quimeras e canções
Tens dentro em ti, esse teu peito encerra,
Tudo que faz bater os corações!

Tens o fado. A canção triste e bendita
Que todos cantam pela vida fora;
O fado que dá vida e que palpita
Na calma da guitarra aonde mora!

Tu tens também a embriaguez suave
Dos campos, da paisagem ao sol poente,
E esse sol é como um canto d’ave
Que expira à beira-mar, suavemente…

Tu tens, ó pátria minha, as raparigas
Mais frescas, mais gentis do orbe imenso,
Tens os beijos, os risos, as cantigas
De seus lábios de sangue!… Às vezes, penso

Que tu és, pátria minha, branca fada
Boa e linda que Deus sonhou um dia,
Para lançar no mundo, ó pátria amada
A beleza eterna, a arte, a poesia!…


FLORBELA ESPANCA


Fonte: Caderno de manuscritos de Florbela, intitulado "Trocando Olhares", do espólio na Biblioteca Nacional de Portugal; reprod. em GUEDES, Rui (recolha, leitura e notas) – Poesia: 1903-1917 / Florbela Espanca, de “Obras Completas de Florbela Espanca”, vol. 1, Lisboa: Dom Quixote, 1985, pp. 189-191 [aí optou-se por grafar "pátria" com minúscula, o que não corresponde ao manuscrito, que cotejei]; e PEREIRA, José Carlos Seabra (org. e notas) – Obra Poética, volume II, de "Obras de Florbela Espanca". Lisboa: Editorial Presença, 2010, p. 81.



25/04/2015

Para Florbela, por Sebastião da Gama


a Eduardo Luís Godinho, que publicou este soneto no Facebook. A 5.03.2015



À Florbela

(em sua memória)

Sou eu, Florbela! Aquele que buscaste.
Falam de mim Teus versos de Menina.
Tua boca p’ra mim se abriu, divina,
mas foi só o Luar que Tu beijaste.

Hás de voltar, Florbela!… Em débil haste,
por entre os trigos cresce, purpurina,
a mais fresca papoila da campina
que, só por me veres, não cortaste.

Eu tenho três mil anos: sou Poeta.
Surgi dos lábios secos dum asceta,
de uma oração que Deus deixou de parte.

Redimi tantos corpos, tantas vidas
neles vivi, que sinto já nascidas
asas com que subir para alcançar-Te


Arrábida, 6.11.1943


Sebastião da Gama (1924-1952)