Uma recente viagem a Vila Viçosa permitiu visitar alguns
lugares da vida de Florbela Espanca. A vila é formosa e espantosamente rica em
património arquitectónico, museológico e bibliográfico, merecendo ser
revisitada.
Dos muitos registos fotográficos – outros na memória afetiva!
– que foi necessário catalogar, notei que não me lembrava nem do autor nem da
data do realmente muito belo retrato esculpido em mármore da Poetisa. Os
calipolenses também não parecem ter noção do valor do artista que esculpiu com
tanta mestria a sua grande poetisa.
A informação está sempre na monumental coleção das Obras
Completas de Florbela Espanca editadas por Ruy Guedes, referência obrigatória para qualquer estudioso (até para alguns investigadores que dela se servem abundantemente, mas negando
o valor “académico” da edição crítica, raramente a citando – como é da praxis
académica!).
Encontramos a informação necessária na página 255 de Florbela
Espanca: Fotobiografia, Lisboa: Dom Quixote / Rio de Janeiro: Livr.
Paisagem, 1985, vol.
VII de “Obras completas de Florbela Espanca”– org. de Rui Guedes.
Motivados pela descoberta e para que a informação sobre a
iconografia de Florbela Espanca fique mais rigorosa, registamos também o
retrato esculpido de Florbela por Diogo de Macedo, em Évora, e o recente monumento
a Florbela no Parque dos Poetas, em Oeiras, por Francisco Simões.
Boa visita!
1 – Monumento a Florbela Espanca, em Évora (1949)
Busto de Diogo de
Macedo
O quê? (tipo de arte)
Escultura
Descrição:
Monumento a Florbela: Busto.
“Lisboa, 1931 – gesso – Forma em tasselos, 1960 (o gesso
original foi destruído pelo autor) – 62
Busto executado em mármore para o monumento projectado em
Évora, com o pedestal de Jorge Segurado, inaugurado no Passeio Público, em
Évora, em 18-VI-1949” (in catálogo, 1960)
Autoria:
Diogo de Macedo (1889-1959)
Data de criação:
1931
Data de inauguraçãoo:
18.06.1949
Localização:
Obra em lugar público:
Passeio Público, em Évora, Alentejo
Observações:
N.º da peça no catálogo: 46
Referência principal*:
Diogo de Macedo – catálogo, 1960.
Busto em gesso
* Referências
Diogo de Macedo – catálogo da exposição “organizada pela viúva do artista com a assistência e colaboração do Dr. João Couto, dos artistas Abel Manta, Barata Feyo, Bernardo Marques, António Duarte, e dos respetivos Serviços do S. N. I. – Palácio Foz, Lisboa, 1960.”. – Com fotografias de Mário Novais [1899-1967]. Lisboa: Edições SNI, 1960.
2 – Monumento a Florbela Espanca, em Vila Viçosa (1964)
Busto de Raul Xavier
Pedestal do Arquiteto
Raul David
O quê? (tipo de arte)
Escultura
Descrição:
Monumento a Florbela: Busto.
Busto executado em mármore para o monumento projetado em
Vila Viçosa, com o plinto do arquiteto Raul
David, inaugurado no jardim de Vila Viçosa, em maio de 1964.
O busto feito em bronze, em 1955 , foi oferecido pelo artista ao Museu Amadeo de Souza Cardoso, em Amarante.
Autoria:
Raul Maria Xavier (Macau, 23.03.1894-Lisboa, 1.01.1964)
Data de criação:
Data de inauguraçãoo:
17.05.1964
(no 70.º aniversário do nascimento de Florbela)
Localização:
Obra em lugar público:
Originalmente no jardim designado Mata Municipal de Vila Viçosa, junto ao coreto - ver imagem à esquerda (Cf. fotografia na Fotobiografia),
em Vila Viçosa, Alentejo.
Atualmente, na Avenida Bento de Jesus Caraça, junto ao Cine-Teatro
Florbela Espanca, em Vila Viçosa.
Observações:
Referência principal*:
Fotobiografia.
Busto em bronze
* Referências
Raúl Xavier, in site do Museu Amadeo de Souza Cardoso.
“Florbela Espanca” – busto em broze e soneto “Vaidade”, in blogue Sarrabiscos, da autoria de Graça Pimentel [gracapimentel@netcabo.pt], 15.04.2014.
3 - Monumento a Florbela Espanca, em Oeiras (2003)
Escultura de
Franscisco Simões
Imagem da Internet (Google imagens)
O quê? (tipo de arte)
Escultura
Descrição:
Monumento a Florbela. Integrada num conjunto de esculturas no Parque dos Poetas, em Oeiras.
2003 – início, commonumentos a Eugénio de Andrade, Mário de Sá Carneiro, Sophia de Mello Breyner, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, José Gomes Ferreira, Natália Correia, Miguel Torga, Teixeira de Pascoaes, Alexandre O’neil e Ramos Rosa;
2004 – conclusão, com osmonumentos a David Mourão-Ferreira, Manuel Alegre, António Gedeão, Carlos de Oliveira, Camilo Pessanha, Jorge de Sena, José Régio, Vitorino Nemésio e Ruy Belo. (in site do artista Francisco Simões )
Autoria:
Francisco Simões (1946-)
Data de criação:
Data de inauguraçãoo:
7.06.2003
Localização:
Obra em lugar público: Parque dos Poetas, em Oeiras, distrito de Lisboa
Observações:
Referência principal*:
Site do artista.
Referências
Francisco Simões – site oficial do artista [http://franciscosimoes.net/pagina-inicial/].
O retrato de Florbela esculpido em mármore, em Vila Viçosa.
Versão anterior do espetáculo: Sábado, 22 de agosto de 2015, às 21:00 em UTC-03. Informação no Facebook, 4.08.2015: “ A cia, que conta com 14 anos de existência, neste delicado espetáculo com coreografia baseada na vida e na obra da poetisa portuguesa Florbela Espanca, tenta, através da utilização de dez textos coreógrafados da poetisa, retratar três fases da vida da Flobera Espanca e a importância de seu Irmão Apeles em sua vida. / A narrativa passa pela Florbela Espanca Jovem, Florbela Espanca e seus romances e por fim Florbela Espanca e suas crises neuróticas que a levou ao suicídio. / Coreografia coletiva da cia. / Com colagem musical que inclui concerto para violino de Philip Glass. / Estréia: 22 de agosto de 2015. / Teatro Cia Do Topo - Rua Soror Angélica, 768 –Santana.”
Meu Portugal querido, minha terra De risos e quimeras e canções Tens dentro em ti, esse teu peito encerra, Tudo que faz bater os corações!
Tens o fado. A canção triste e bendita Que todos cantam pela vida fora; O fado que dá vida e que palpita Na calma da guitarra aonde mora!
Tu tens também a embriaguez suave Dos campos, da paisagem ao sol poente, E esse sol é como um canto d’ave Que expira à beira-mar, suavemente…
Tu tens, ó pátria minha, as raparigas Mais frescas, mais gentis do orbe imenso, Tens os beijos, os risos, as cantigas De seus lábios de sangue!… Às vezes, penso
Que tu és, pátria minha, branca fada Boa e linda que Deus sonhou um dia, Para lançar no mundo, ó pátria amada A beleza eterna, a arte, a poesia!… FLORBELA ESPANCA
Fonte: Caderno de manuscritos de Florbela, intitulado "Trocando Olhares", do espólio na Biblioteca Nacional de Portugal; reprod. em GUEDES, Rui (recolha, leitura e notas) – Poesia: 1903-1917 / Florbela Espanca, de “Obras Completas de Florbela Espanca”, vol. 1, Lisboa: Dom Quixote, 1985, pp. 189-191 [aí optou-se por grafar "pátria" com minúscula, o que não corresponde ao manuscrito, que cotejei]; e PEREIRA, José Carlos Seabra (org. e notas) – Obra Poética, volume II, de "Obras de Florbela Espanca". Lisboa: Editorial Presença, 2010, p. 81.
Imagem do filme "Florbela" (2012) dir. Vicente Alves do Ó.
Quem fez ao sapo o leito carmesim
De rosas desfolhadas à noitinha?
E quem vestiu de monja a andorinha,
E perfumou as sombras do jardim?
Quem cinzelou estrelas no jasmim?
Quem deu esses cabelos de rainha
Ao girassol? Quem fez o mar? E a minha
Alma a sangrar? Quem me criou a mim?
Quem fez os homens e deu vida aos lobos?
Santa Teresa em místicos arroubos?
Os monstros? E os profetas? E o luar?
Quem nos deu asas para andar de rastros?
Quem nos deu olhos para ver os astros
— Sem nos dar braços para os alcançar?!...
FLORBELA ESPANCA - «?» in Charneca em Flor (1931)
1 – O passeio pela Graça
No Youtube, publicado por: Galeria de Arte Urbana, 26.o1.2015
O “Passeio Literário da Graça” permite conhecer a ligação deste bairro histórico lisboeta (o Bairro Estrela d’Ouro, a Vila Sousa, a Vila Berta) com figuras da história da literatura portuguesa como Natália Correia, Angelina Vidal, Sophia de Mello Breyner e Florbela Espanca.
O projeto “Fachadas Cheias de Graça” foi coordenado pela associação EBANO e, entre abril e junho de 2014, possibilitou a intervenção dos artistas Eime, Leonor Brilha, Lorenzo Bordonaro, Mariana Dias Coutinho, MrDheo, Pariz One, Violant (intervenção promovida pela associação MEDS). O visitante pode descobrir, assim, obras em alguns muros e paredes do património arquitectónico da Graça que lembram e homenageiam figuras ilustres e simultaneamente melhoram o aspecto do bairro da capital.
O mural de Mariana Dias Coutinho e o percurso literário começam na esquina de um muro na Travessa do Monte em que está visível o célebre soneto de Florbela Espanca «Ser Poeta».
Mural de Mariana Dias Coutinho - pormenor: Florbela Espanca
Seguem-se as imagens de poetisas portuguesas: antecedida de Sophia junto à imagem da sua Fada Oriana e seguida pelo retrato de Natália, esta fumando a sua boquilha, surge Florbela – «com todo o seu coração, o seu amor amor amor, os seus enamorados» (observação da artista). Angelina Vidal fecha este conjunto mural.
"Brainstorm" de Violant, contendo sonetos de Florbela Imagem de Miguel Monteiro no sítio Arca de Darwin
Um outro espantoso mural, agora da autoria de Violant (i.e., João Maurício), homenageia a poetisa Florbela Espanca. A intervenção intitulada “Brainstorm”, configurando algo entre árvore do saber poético e planeta azul de sementes da vida - melhor ver do que explicar!, situa-se na rua Natália Correia, mas os versos que alimentam as páginas do livro-árvore do conhecimento são os amados sonetos da autora de Charneca em Flor: «?» [“Quem fez ao sapo o leito carmesim”], o terceiro soneto [«Frémito do meu corpo a procurar-te»] da série de sonetos sob inspiração camoniana «É um não querer que mais bem querer», «Nervos de oiro», «Árvores do Alentejo». Reproduzimos aqui um desses sonetos reconfigurando a simbologia da árvore.
ÁRVORES
DO ALENTEJO
Horas mortas... Curvada aos pés
do Monte
A planície é um brasido... e,
torturadas,
As árvores sangrentas,
revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma
fonte!
E quando, manhã alta, o sol
posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas
estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!
Árvores! Corações, almas que
choram,
Almas iguais à minha, almas que
imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!
Árvores! Não choreis! Olhai e
vede:
— Também ando a gritar, morta de
sede,
Pedindo a Deus a minha gota de
água!
"Brainstorm" de Violante (pormenor)
O mistério da criação artística como um livro aberto a interpretações, presente nesta obra, é explanado pelo artista deste modo:
«Este mural é dessa
origem de imagens que apelam à imaginação do espectador, solicitando-o a tomar
propriedade da imagem, fazendo-a sua, num movimento ininterrupto que vai do
criador ao público. Uma ponte invisível ligará, então, o mistério da criação ao
da significação. Apenas os murmúrios do espectador podem unir os sugeridos
caminhos para que os elementos da imagem remetem. Talvez surjam ecos, feitos
homenagens ou reminiscências aos vultos dos escritores que habitaram em paredes
próximas, cujo chão das ruas conheceram. Uma evocação que não regula o
devaneio, mas serve como seu impulsionador. Apresenta-se sob a forma de sonho do
pintor, a qual apenas demanda: imaginação ao observador,
um livro aberto.»
2 - Florbela Espanca em Lisboa: 1917-1923, 1927
Faculdade de Direito de Lisboa, no Campo de Santana (hoje Embaixada da Alemanha) Fotogr. in GUEDES, Rui: 1985.
Logo após ter terminado o liceu, Florbela deseja estudar Letras
em Lisboa, vindo de facto a matricular-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, no
Campo de Santana, a 9 de outubro de 1917. Apeles, o seu irmão, encontra-se aí a estudar e
também ele, embora dotado artisticamente e praticando a pintura, seguirá carreira
oposta: a 19 de agosto de 1917 termina o Curso da Escola Naval, vindo mais
tarde a ser tratado como Tenente Espanca. Provavelmente as notícias
entusiasmantes do irmão sobre a vida cultural e artística da capital a tenham
motivado a mudar de ares, preterindo os encantos do Redondo ou de Évora. Por
outo lado, entre junho de 1916 e abril de 1917, Florbela correspondera-se em
grandes confidências, pessoais e literárias, com Júlia Alves, que é à época a
subdiretora do suplemento “Modas e Bordados” do jornal O Século. A sua amiga maior amiga, Milburges Ferreira, a “Buja”, aí
também residirá, trabalhando como explicadora particular de português, e com
ela Florbela estará sempre em contacto, durante toda a fase em Lisboa que,
intermitentemente, se prolonga até novembro de 1923.
Florbela, cerca de 1917 (22 anos)
Neste
tempo de guerra mundial, quando Florbela vem viver e estudar para a
capital, ela é uma jovem de 22 anos anos, casada desde 1913 com o seu colega da
escola primária, Alberto Moutinho, e que embora intua o valor do seu talento
poético ainda não o viu devidamente confirmado pela publicação de um livro. A
cidade de Lisboa será o enquadramento para a sua estreia literária com o Livro de Mágoas (1919), editado por Raul Proença e
financiado pelo pai da poetisa: é na Rua do Salitre, 102 A, que se localizava a
Tipografia Maurício que imprimiu a sua coletânea de sonetos. Na Faculdade de
Direito, é uma das catorzes mulheres matriculadas num curso
maioritariamentefrequentado por homens.
Aí conhecerá, entre outros, Américo Durão (1894-1969) que tanta importância virá
a ter na sua revelação e identidade poética. Através do seu irmão Apeles
conhece a vida artística de Lisboa, visitando exposições e indoa festas e outros eventos da capital.
Em março de 1918, Florbela faz um aborto involuntário e Henriqueta de Almeida,
a sua segunda madrasta, vem para Lisboa tratá-la. Para repousar, no mês
seguinte, Florbelavai com o
marido para Quelfes, perto de Olhão, no Algarve, permanecendo o casal hospedado
em casa de Doroteia Moutinho. O médico que a trata fala-lhe da gravidade da
doença e anunciam-se então os indícios de neurose.
Quando se sente melhor, estando a desentender-se com o marido e não tolerando mais o
Algarve, Florbela vem sozinha para Lisboa e matricula-se no 2.º ano da
Faculdade de Direito. Durante esse período, vive praticamente separada do marido, que continua no
Algarve, dando lições em Olhão.
António Guimarães Fotogr. in GUEDES, Rui: 1985.
Entretanto,
no início de 1920, conhece o alferes da GNR António Guimarães (1895-1981) no
casamento de uma familiar do mesmo, na Rua da Madalena, nº 287, 1º Esq.. Com um
livro de poesia já editado e escrevendo poemas com certa regularidade, está apaixonada
e decide ir viver junto com o seu futuro marido (casarão a 29.02.1921).
Todavia, a 12 de julho desse mesmo ano, António Guimarães é mandado apresentar no Destacamento
de Artilharia do Porto, situado no Castelo da Foz, para onde vai com Florbela,
no dia 15 de Julho. A poetisa deixa a capital.
Quase dois anos depois, em março de 1922, Florbela e o
marido voltam para Lisboa, indo viver para uma quinta na Amadora, propriedade
de um parente de António Guimarães, onde vivem cerca de quatro meses.
Rua Josefa d’Óbidos, nº 24, 4.º, 4º piso, em Lisboa. Fotogr. in GUEDES, Rui: 1985.
Em junho de 1922, Florbela muda-se para uma habitação na
zona da Graça, na Rua Josefa d’Óbidos,
nº 24, 4.º, 4º piso.
Florbela
publicaa sua segunda obra, o Livro de Soror
Saudade (1923), dá explicações de Português a quatro alunas – Aurélia Borges, que lhe
consagrará vários estudos, Helena Graça dos Santos, Maria do Céu Amaro dos
Santos e Lídia Aguiar do Amaral –, na residência da Lídia, na Rua Braamcamp, n.º
25. Em novembro desse ano sofre um segundo aborto involuntário, encontrando-se num estado
de grande debilidade. Para se tratar, Florbela sai de Lisboa e fica
hospedada em Gonça, perto de Guimarães, numa quinta de familiares. Esta ida será igualmente a
sua separação de António Guimarães (divórcio a 23.06.1925).
Florbela (Dalila Carmo) e o irmão Apeles (Ivo Canelas)
numa cena do filme "Florbela" (2012) dir. Vicente Alves do Ó.
Em junho de 1927, Florbela Espanca está em Lisboa, quatro
dias que antecedem a trágica morte do seu irmão, agora piloto-aviador e que se
despenhou durante um voo de treino no hidroavião Hanriot 33 no rio Tejo, a 6 de junho desse ano. É uma mulher de 33
anos, casada agora com o médico Mário Laje (1893-19), traduz romances franceses
para a Livraria Civilização do Porto, colabora com poemas no jornal D. Nuno de Vila Viçosa, dirigido por
José Emídio Amaro, prepara uma nova coletânea de poemas, Charneca em Flor (1931), e escreve vários contos que agrupará em O Dominó Preto (publicado apena em 1982).
Local de estudo universitário, residências várias, mas
também de convívio e tertúlia cultural, cenário de amizades e enamoramento, Lisboa foi também túmulo para o corpo
de seu irmão Apeles. Especificamente, no n.º 24 da rua Josefa d’Óbidos, à
Graça, da mansarda com janela aberta sobre o céu de Lisboa, criou sonetos como
«O meu orgulho», «A vida», «Tarde demais…».
«Artist: Violant», álbum de obras, in STREET ART SAVE MY LIFE / Urban Artists under Protection, no Facebook.
«Passeio Literário da Graça», in EBANOCollective, desenvolve projetos colaborativos de arte pública, organiza visitas guiadas ao percurso e atividades didáticas.