30/12/2014

TORRE DE NÉVOA

Torre de Anto, em Coimbra

Subi ao alto, à minha Torre esguia,
Feita de fumo, névoas e luar,
E pus-me, comovida, a conversar
Com os poetas mortos, todo o dia.

Contei-lhes os meus sonhos, a alegria
Dos versos que são meus, do meu sonhar,
E todos os poetas, a chorar,
Responderam-me então: — “Que fantasia,

Criança doida e crente! Nós também
Tivemos ilusões, como ninguém,
E tudo nos fugiu, tudo morreu!...”

Calaram-se os poetas, tristemente...
E é desde então que eu choro amargamente
Na minha Torre esguia junto ao céu!...


FLORBELA ESPANCA

Livro de mágoas (1919)



Referência:

PEREIRA, José Carlos Seabra (org. e notas) - Obra Poética, volume I, de "Obras de Florbela Espanca". Lisboa: Editorial Presença, 2009, p. 62.

LÁGRIMAS OCULTAS

Ofélia, noiva de Hamlet

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas.
Parece-me que foi numa outra vida...

E a minha triste boca dolorida
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!


FLORBELA ESPANCA
Livro de mágoas (1919)



Referência:

PEREIRA, José Carlos Seabra (org. e notas) - Obra Poética, volume I, de "Obras de Florbela Espanca". Lisboa: Editorial Presença, 2009, p. 61.

TORTURA


Tirar dentro do peito a Emoção,
A lúcida Verdade, o Sentimento!
– E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!...

Sonhar um verso de alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
– E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento...

São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!

Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!


FLORBELA ESPANCA

Livro de mágoas (1919)




Referência:

PEREIRA, José Carlos Seabra (org. e notas) - Obra Poética, volume I, de "Obras de Florbela Espanca". Lisboa: Editorial Presença, 2009, p. 60.

28/12/2014

CRONOLOGIA da vida e a obra de Florbela Espanca por Agustina Bessa-Luís

  
Agustina BESSA-LUÍS
A vida e a obra de Florbela Espanca
Lisboa: Arcádia, 1979 / 2.ª edição: 1979.
Contém Antologia, Cronologia [pp. 261-2] e Imagens [fora de texto].

1866

  • 1 de fevereiro – Nasce na freguesia de Orada, termo de Estremoz, João Maria Espanca, pai de Florbela.

1887

  • 31 de março – João Maria Espanca casa com Mariana do Carmo Toscano, na Igreja de São Bartolomeu, de Vila Viçosa.

1894

  • 8 de dezembro – às 2 horas da noite, nasce Flor-Bela d’Alma da Conceição Espanca, registada como filha natural de Antónia da Conceição Lobo e de pai incógnito.

1895

  • 20 de junho – É batizada Flor-Bela, na Igreja de Nossa senhora da Conceição, de Vila Viçosa, sendo padrinhos Daniel da Silva Barroso e Mariana do Carmo Inglesa espanca.

1897

  • 10 de março – Nasce Apeles Espanca, irmão de Florbela, registado como filho natural de Antónia da Conceição Lobo e de pai incógnito.

1905

  • Florbela matricula-se no 1.º ano do liceu de Évora, que frequenta até 1912.

1908

  • Morre Antónia da Conceição Lobo.

1913

  • 28 de novembro – Florbela é emancipada.
  • 8 de dezembro – Florbela casa com Alberto de Jesus Silva Moutinho, de 20 anos, numa casa da Rua Gomes Jardim em Vila Viçosa.

1916

  • 2 de julho a 17 de setembro – colaboração literária de Florbela no Notícias de Évora.

1917

  • 24 de julho – Florbela conclui no liceu de Évora o 7.º ano de Letras, como aluna externa.
  • 9 de outubro – Florbela matricula-se na Faculdade de Direito de Lisboa, e inscreve-se no 1.º ano.

1918

  • 25 de setembro – Florbela inscreve-se no 2.º ano da Faculdade de Direito de Lisboa.

1919

  • 10 de outubro – Florbela inscreve-se no 3.º ano da Faculdade de Direito de Lisboa.
  • É publicado o Livro de Mágoas.

1921

  • 30 de abril – É decretado em Évora o divórcio de Florbela e Alberto Moutinho.
  • 29 de junho – Florbela casa na 2.ª Conservatória do Registo Civil do Porto, com António José Marques Guimarães, de 26 anos, alferes de artilharia da Guarda republicana.
  • 9 de novembro – É decretado em Vila Viçosa o divórcio de João Maria Espanca e Mariana do Carmo.

1922

  • 4 de julho – João Maria Espanca casa em Évora com Henriqueta das Dores Almeida, de 42 anos de idade.

1923

  • É publicado o Livro de Soror Saudade.

1924

  • 4 de abril – António José Marques Guimarães distribui ação de divórcio contra Florbela (6.ª Vara Cível de Lisboa).

1925

  • 23 de junho – É decretado o divórcio de Florbela e António Guimarães.
  • 15 de outubro – Florbela casa, na Repartição do Registo Civil de Matosinhos, com Mário Pereira Lage, médico, de 32 anos.

1927

  • 6 de junho – Morte de Apeles Espanca, na queda do hidroavião que tripulava.

1930

  • 7 de dezembro – Às 22 horas, morre Florbela, na sua residência na Rua 1.º de Dezembro, em Matosinhos.
  • 8 de dezembro – Florbela vai a sepultar no cemitério de Sendim (Matosinhos).

1931

  • É publicado o livro de sonetos de Florbela Charneca em Flor.
  • Guido Battelli publica Cartas de Florbela Espanca e Juvenília (poesias inéditas).

1932

  • É publicado o livro de contos de Florbela As Máscaras do Destino, acabado de imprimir em 31 de dezembro de 1931.

1949

  • 13 de junho – João Maria Espanca perfilha Florbela, em Vila Viçosa.
  • 18 de junho – É inaugurado, no Jardim Público de Évora, um monumento a Florbela, da autoria do escultor Diogo de Macedo.
  • Azinhal Abelho e José Emídio Amaro publicam Cartas de Florbela Espanca, sem data.

1954

  • 4 de julho – Morre João Maria Espanca, em Vila Viçosa.

1964

  • 17 de maio – Os restos mortais de Florbela são trasladados para o cemitério de Vila Viçosa.

1981

  • É publicado o Diário do Último Ano, de Florbela.

Agustina BESSA-LUÍS
Florbela Espanca: biografia
Lisboa: Guimarães Editores, (1976?, 1982?)
Contém Antologia [acrescida de uma “Carta a Augusto d’Esaguy”, “Vila Viçosa, 15-1-920”, pp. 183-185], Cronologia [pp. 219-221]; sem ilustrações, / 2.a edição: 1984 / 3.ª edição: 1997 / 4.ª edição: 2001.


RUA FLORBELA ESPANCA, em Lisboa (Alvalade)

Edital da Rua Florbela Espanca
Edital de 19.07.1948

Freguesia: Alvalade
Início do Arruamento: Rua Fernando Pessoa
Fim do Arruamento: Sem saída
Data do Edital: 19.07.1948
Designação anterior: Rua n.º 19 do Sítio de Alvalade


Referência:
«Rua Florbela Espanca (Alvalade)», in “Toponímia”, no sítio da Câmara Municipal de Lisboa.

RUA TENENTE ESPANCA, em Lisboa (Avenidas Novas)



Esta rua de Lisboa homenageia o irmão da poetisa Florbela Espanca – Apeles Espanca (Vila Viçosa, 10.03.1894 – Lisboa, 6.06.1927), que foi consagrado com esta placa toponímica no próprio ano da sua trágica morte: o avião que pilotava despenhou-se no rio Tejo, afundando-se. Recentemente, o realizador de cinema Vicente Alves do Ó reconfigurou esse episódio no belo filme “Florbela” (2012).

Freguesia: Avenidas Novas
Início do Arruamento: Avenida de Berna
Fim do Arruamento: Rua Actor Alves da Costa
Data de Deliberação Camarária: 30.06.1927
Data do Edital: 07.07.1927
Designação anterior: Rua C, do Bairro de Londres.


Edital da Rua Tenente Espanca
Edital de 07.07.1927

 QUEM É APELES ESPANCA?

          «APELES Demóstenes da Rocha ESPANCA, nasceu em Vila Viçosa e faleceu em Lisboa. Era irmão da Poetisa Florbela Espanca. Faleceu num desastre de aviação quando, ao ultimar as provas para tirar o brevet de piloto aviador, dirigia um aparelho que se despenhou no Rio Tejo, entre Porto Brandão e a Trafaria, afundando-se.
          Frequentou Liceu de Évora, tirou em Coimbra os preparatórios para a Escola Naval, foi nomeado Aspirante de Marinha em 09-08-1917, promovido a Guarda-Marinha em 04-02-1921, a Segundo-Tenente em 19-08-1922 e a Primeiro-Tenente em 1926.
          Artista, como a irmã, que lhe consagrou todo o livro de prosa “Máscaras do Destino”, aberto com o conto “O Aviador”, e lhe dedicou “Charneca em Flor” o soneto “In Memoriam”, Apeles Espanca era também um Pintor modernista interessante, senhor de belas qualidades, afirmadas em óleos e aguarelas que a Ilustração (direção de João de Sousa Fonseca) publicou em parte e foram admiradas em exposições públicas, como a realizada em Évora, em 1941, por ocasião do 1º centenário do Liceu. Existe uma lápide no átrio do Liceu André de Gouveia.
          O seu nome faz parte da Toponímia de: Lisboa (Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, Edital de 07.07.1927) e Reguengos de Monsaraz (aqui como Rua Demóstenes Espanca).»
Fonte: Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, vol. 10, pp. 186-187 (reprod. no blogue Ruas com história).

Algumas referências


27/12/2014

FLORBELA ESPANCA NO ALGARVE - por J. C. Vilhena Mesquita

José Carlos Vilhena Mesquita, n. 1955-
Professor universitário e historiador.







«A fugaz passagem de Florbela Espanca pelo Algarve tem sido pouco estudada pelos seus biógrafos que, naturalmente, se têm mostrado muito mais atentos aos factos que marcaram diretamente a sua amarga existência. Porém, permitam-me que discorde da macrobiografia e que modestamente me embrenhe na obscuridade dos episódios pouco conhecidos, "a priori" irrelevantes, mas que teremos de admitir, constituem os microfactos, na maioria dos casos, indispensáveis e urgentes para o desvelamento dos chamados "acontecimentos notáveis". Pois, na vida de Florbela d'Alma da Conceição Espanca, verificam-se muitos "pontos negros", que apenas se afloram sem que, contudo, se penetre no cerne das suas origens, na essência da sua constituição. Ora, a permanência daquela poetisa em terras do Algarve não tem constituído, ainda, um objeto de investigação para os ensaístas da nossa literatura ou para os historiadores da nossa cultura, talvez porque a sua estada foi efémera, transitória e indelével.

A razão da transferência daquela poetisa alentejana para a pacata Aldeia de Quelfes, no concelho de Olhão, prende-se com questões de saúde e data da Primavera-Verão de 1918. Nessa altura, Florbela já campeava nos jornais, mormente no Notícias de Évora, creditando-se como uma jovem poetisa de rara sensibilidade, espelhando desde logo uma inspiração transcendente e mística, de uma beleza algo amarga.
Vinha atraída pelo clima ameno, de ares puros e grande calmia, que então se vivia na orla marítima desta província. A sua doença aparentava sintomas de tuberculose e a prudência aconselhava-a a fugir dos ares poluídos e da vida atribulada, que experimentara como estudante do 1.º ano de Direito da Universidade de Lisboa. [...]


Fonte:
MESQUITA, José Carlos Vilhena (1983) «Florbela Espanca no Algarve», artigo, Diário de Notícias, Lisboa, 5.08.1983; reprod. sob o título «Florbela Espanca na vila de Olhão», em separata editada pel’ A Voz de Olhão, “com base nos artigos publicados desde o n.° 536 de 15.04.1996 até ao n.° 541 de 1.07.1996” – [Disponível online aqui]; reprod. online, com revisão, em out. 2010: «Florbela Espanca no Algarve (parte I)» e «Florbela Espanca no Algarve (parte II)», no blogue do autor Algarve - História e Cultura, 23.10.2010 e 26.10.2010.

09/12/2014

Manifesto Artístico - 120 Anos de Florbela Espanca

(excerto do manifesto)
Ler mais aqui.



«1. Florbela Espanca nasceu em Vila Viçosa, em 1894. Passaram 120 anos. Haveria muitas formas de começar este texto, mas os factos imperam sobre o mais prosaico dos lirismos. Portugal celebra 120 anos do seu nascimento; a Literatura celebra 120 anos da sua existência dissonante; as Mulheres celebram 120 anos da sua liberdade gritante; os calipolenses, em Vila Viçosa, podem entristecer-se com a falta que ela ainda nos faz. Pois, "a ironia é a expressão mais perfeita do pensamento", Florbela.


2. Há quem diga que viveu à frente do seu tempo. No mínimo, um século! Veja-se que, passados 120 anos, há em Vila Viçosa, uma ‘ombreia’, um busto e um jazigo, com seu nome talhado no mármore, nesse tão duro fruto que a terra nos dá. Mas o atraso nas artes, a falta de investimento sério na cultura, a inexistência de um planeamento estratégico e sustentável no âmbito da Cultura local, denunciam uma total e transversal incompreensão sobre o significado, o legado e a importância desta Figura. É que, “sentir é muito, [mas] compreender é melhor”, como ela mesmo disse.» [...]


por

João M. Pereirinha
Fotógrafo, escritor e poeta
joaom.pereirinha@gmail.com



Fonte:«Manifesto Artístico | 120 Anos de Florbela Espanca», in Tribuna [online], 08.12.2014.

REALIDADE, por Florbela Espanca

Homenagem à Poetisa na celebração do seu 120.º aniversário
Vila Viçosa, 8.12.2014
Fotografia por Radio Borba


Em ti o meu olhar fez-se alvorada
E a minha voz fez-se gorjeio de ninho…
E a minha rubra boca apaixonada
Teve a frescura pálida do linho.

Embriagou-me o teu beijo como um vinho
Fulvo de Espanha, em taça cinzelada…
E a minha cabeleira desatada
Pôs a teus pés a sombra dum caminho…

Minhas pálpebras são cor de verbena,
Eu tenho os olhos garços, sou morena,
E para te encontrar foi que eu nasci...

Tens sido vida fora o meu desejo
E agora, que te falo, que te vejo,
Não sei se te encontrei… se te perdi...


Florbela Espanca
in Charneca em flor, 1931


Referêencia:
In: ESPANCA, Florbela - Obra Poética, volume I, de "Obras de Florbela Espanca" - org. e notas de José Carlos Seabra Pereira. Lisboa: Editorial Presença, 2009, p. 145.

06/12/2014

CELEBRAMOS OS 120 ANOS DO NASCIMENTO DE FLORBELA ESPANCA


«Florbela teria gostado, com certeza, de ter visto esta obra [Fotobiografia].»
Rui Guedes

     
 Encontros Florbelianos
      
       

Mostra evocativa dos 120 anos do nascimento de Florbela na Biblioteca M. de V. N. de Gaia


Biblioteca Municipal de Vila Nova de Gaia

De outubro a 31 dezembro
De segunda a sexta-feira: das 10h às 19h.
Sábados: das 10h às 12h30.

Fundação Marquês de Pombal comemora os 120 anos do nascimento de Florbela Espanca


FLORBELA ESPANCA NO PALÁCIO DOS ACIPRESTES
 Auditório do Palácio dos Aciprestes / Fundação Marquês de Pombal
8 dez., às 15h00
Entrada livre
  
Este evento celebra o 120.º aniversário do nascimento da poetisa Florbela Espanca (8.12.1894) e conta com a presença do presidente do Grupo Florbela Espanca, José Carlos Férnandez e Severina Gonçalves, investigadora do mesmo grupo.

O encontro, organizado pela Thinkers, com o apoio da Fundação Marquês de Pombal e da Nova Acrópole, contempla uma palestra sobre a vida e obra de Florbela Espanca, uma declamação de seis sonetos recentemente editados e ainda uma tertúlia e discussão sobre a poetisa.


ESPETÁCULO POÉTICO-MUSICAL DEDICADO A FLORBELA ESPANCA


 MURMÚRIOS EM FLOR
Espetáculo poético-musical
por D’Improviso


Teatro Gil Vicente, Barcelos
8 dez. – segunda-feira, às 21:30
Entrada gratuita


Murmúrios em Flor é um espetáculo poético-musical dedicado à poetisa Florbela Espanca, concebido e encenado pela Associação D’ Improviso – Artes do Espetáculo, de Barcelos.

Este espetáculo tem como finalidade homenagear a poetisa, por alturas da celebração dos cento e vinte anos do seu nascimento, ocorrido em 8 de dezembro de 1894.


Tendo como fio condutor pensamentos da homenageada, o espetáculo assenta principalmente na interpretação de poemas e algumas canções, com acompanhamento musical ao vivo. (Fonte: Agenda Barcelos e grupo no Facebook: D’Improviso)

OS POEMAS DE FLORBELA ESPANCA PARA SALVAR NOSSA A VIDA




A Festa da Poesia, a decorrer na Biblioteca Municipal Florbela Espanca  em Matosinhos, abre este ano sob o lema “Poemas para Salvar a Vida” e constitui igualmente uma celebração dos 120 anos do nascimento de Florbela Espanca.

Esta iniciativa, a decorrer nos dias 7, 8 e 9 de dezembro, é um projeto da Câmara Municipal de Matosinhos, com a produção executiva da Booktailors, que pretende homenagear e celebrar os poetas e a poesia em língua portuguesa. A edição deste ano compreenderá igualmente leituras públicas e conversas, acrescidas do espetáculo «Poemas no Quarto Escuro» e da apresentação da antologia Cem Poemas para Salvar a Nossa Vida, organizada por Francisco José Viegas.

PROGRAMA




Saiba mais em porto24 e em Booktailors.


Biblioteca Municipal Florbela Espanca. Foto: DR, in porto24





120 anos do nascimento de Florbela Espanca - semana floberliana, em Vila Viçosa, org. pelos Encontros Florbelianos


O grupo Encontros Florbelianos, de Vila Viçosa e fundado em dezembro passado, e que promove “tertúlias culturais” e constitui “um espaço de evocação da obra e autora Florbela Espanca” divulgou no Facebook a programação para uma Semana Florbeliana. Comemora-se os 120 anos do nascimento da poetisa. Aqui reproduzimos o Programa com as atividades diárias e os locais onde ocorrerão, entre 7 e 13 de dezembro.

PROGRAMAÇÃO

120 anos do nascimento de Florbela Espanca

Semana Florbeliana

7 dez., 16h00

Na exposição “Charneca em flor” iremos apresentar trabalhos da comunidade calipolense em torno do soneto ‘Charneca em Flor’, um dos mais emblemáticos da poesia Florbeliana, bem como dois quadros cronológicos da vida da poetisa provenientes da exposição “Os Espanca” inaugurada na Biblioteca da Universidade de Évora em Outubro deste ano.
A Biblioteca Florbela Espanca terá ainda o grande gosto de receber neste dia Lorenna Mesquita e Fabio Brandi com a apresentação do livro A hora que passa, que depois da elaboração do monólogo com o mesmo nome foi a consequência lógica do exaustivo trabalho de pesquisa desenvolvido por estes criadores em torno da vida e obra de Florbela Espanca.

8 dez., 9.30

Na manhã de 8 de dezembro, data em que se comemora os 120 anos do nascimento de Florbela Espanca, será colocado um xaile, executado a várias mãos, no busto de Florbela, em frente ao Cine Teatro de Vila Viçosa. Com este gesto simbólico a comunidade calipolense pretende homenagear a sua poetisa e lembrar aos visitantes a estima que por ela nutrem e o reconhecimento do valor da sua obra.

Às 18h00 será interpretado o monólogo Florbela Espanca - A hora que passa de Lorenna Mesquita e Fabio Brandi na sala dos Encontros Florbelianos, no Hotel Solar dos Mascarenhas.

10 dez., 15h00

“Quem se lembra dos Espanca” é o tema para um chá convívio no Hotel Solar dos Mascarenhas. Fotografias e postais de época, recordações vivas de alguns dos habitantes de Vila Viçosa que ainda conviveram com membros da família da poetisa farão as delícias de todos aqueles que sentem curiosidade e admiração por esta família singular.

9, 11 e 12 dez., 19h00/21h00

Na sala dos Encontros Florbelianos, no Hotel Solar dos Mascarenhas, serão realizadas Oficinas de voz e de escrita criativa orientadas pela dupla criativa Lorenna Mesquita e Fabio Brandi. As inscrições devem ser feitas por mensagem na página dos Encontros Florbelianos ou na receção do Hotel Solar dos Mascarenhas.

12 dez., 10h00

Tendo Lorenna Mesquita, Fabio Brandi e Francisco Caeiro como oradores convidados, realizar-se-á na manhã de 12 de dez. uma comunicação sob o tema «A poesia e as crianças», no Auditório da Escola Públia Hortência de Castro. O público-alvo serão os alunos do pré-escolar e 1.º ciclo do Agrupamento Escolar de Vila Viçosa e alunos do pré-escolar da Santa Casa da Misericórdia de Vila Viçosa.

13 dez., 20h00

Encerramento do 1.º ano de Encontros Florbelianos, no Hotel Solar dos Mascarenhas. Será servido um lanche ajantarado para que todos aqueles que simpatizaram e ajudaram na realização das tertúlias Florbelianas realizadas ao longo do ano de 2014, bem como todos os que admiram Florbela e o seu universo literário, possam confraternizar Declamação de poesia, conversas em torno dos livros e novos rumos que o Projeto Encontros Florbelianos poderá tomar serão o contexto desta atividade. Inscrições na receção do Hotel Solar dos Mascarenhas ou por mensagem na página dos Encontros Florbelianos.


Organização: Encontros Florbelianos
Apoios: Agrupamento Escolar de Vila Viçosa; Biblioteca Florbela Espanca; Biblioteca da Universidade de Évora; Fundação da Casa de Bragança; Hotel Solar dos Mascarenhas; Santa Casa da Misericórdia de Vila Viçosa; Vicentinos de Vila Viçosa.


A POESIA TRANSFORMA - 120 ANOS DE FLORBELA ESPANCA, pelos jovens do Transforma(-te)


Evocação a Florbela Espanca, na comemoração dos seus 120 anos de nascimento

por jovens dos concelhos de Oeiras e Cascais


«Primeira atividade pública dos jovens voluntários do programa transforma(te). Próxima segunda-feira […] sessão evocatica e recital de Poesia comemorativa do 120.º Aniversário do nascimento de Florbela Espanca coordenada pela escritora Severina Gonçalves. Vamos recordar Florbela Espanca e apoiar a cidadania dos jovens voluntários em prol de uma cultura viva.» - in Transforma – TE, no Facebook.

PARTE I, pelas 16h30

Encontro junto à Estátua de Florbela Espanca no Parque dos Poetas
Recital de poemas de Fernando Pessoa e Florbela Espanca
[O Belo, o Feminino, a autodescoberta em relação com F. Pessoa]
por Jovens do Programa Transforma(TE)

PARTE II, pelas 18h00

No Vila Gale Collection Palácio dos Arcos – Hotel dos Poetas
Um lugar de encanto com os seus jardins dedicados à poesia acolherá
a apresentação-recital dos Inéditos de Florbela Espanca
(6 poemas só publicados em dez. de 2013, ed. Nova Acrópole) e
um momento de tertúlia.


A segunda parte do programa decorrerá neste magnífico
espaço junto à foz do Tejo, em Paço d'Arcos.



Sujeito a reserva, lugares limitados
Contactos: Telem. 96 39 25 758; oeiras-cascais@nova-acropole.pt

Coord.: Severina Gonçalves, investigadora e
editora de 6 poemas inéditos de Florbela Espanca, v. vídeo.
Atividade realizada
em parceria com o Município de Oeiras e
com o apoio do Hotel Vila Gale Collection Palácio dos Arcos.


Fonte: A Poesia Transforma | 120 anos de Florbela Espanca, evento divulgado no Facebook pelo grupo Transforma(TE).

05/12/2014

EXPOSIÇÃO coletiva de ilustração COMEMORATIVA - 120 ANOS FLORBELA ESPANCA


Exposição Comemorativa “120 Anos Florbela Espanca”

Livraria & Cafetaria Snob, Rua D. João I, 210A, R/C, Guimarães
6 dez. 2014

Está patente durante o mês de dezembro, em Guimarães, uma exposição coletiva de ilustração comemorativa dos 120 anos do nascimento de Florbela Espanca.

O autor da biografia A vida e a alma de uma poetisa (2011), José Carlos Fernández, escreveu o texto de abertura do evento, agendado para 6 de dezembro, às 22 horas, na Livraria Snob, em Guimarães. Os trabalhos de 20 artistas estarão visíveis ao público e, simultaneamente, serão feitas leituras de textos selecionados da escritora.

04/12/2014

Grupo de teatro brasileiro, em digressão por Portugal, homenageia os 120 anos do nascimento de Florbela Espanca



3 dez. 2014-12-06
21h30, na aBt -  Espaço Celeiros, em Évora.
Apresentação de Florbela Espanca - a hora que passa.

4 dez. 2014

21h30, na sede da Sociedade Recreativa e Dramática Eborense [SRDE].
por Lorenna Mesquita e Grupo Cénico da SRDE, com participação do público.


O Espetáculo: FLORBELA ESPANCA – A HORA QUE PASSA




«O solo teatral brasileiro, da companhia Srta.Lô, está em sua segunda digressão por Portugal especialmente para a homenagem aos 120 Anos de Nascimento de Florbela Espanca. A primeira vez no País foi em março deste ano, no Dia Mundial da Poesia, em 21 de março, e percorreu 16 cidades em 40 dias.

No espetáculo, com direção de Fabio Brandi Torres, a atriz Lorenna Mesquita vive Florbela Espanca. Em sua última hora de vida, a poeta discorre sobre si mesma e questiona o papel da mulher na década de 20, com reflexões que ainda cabem para os dias atuais.

A montagem é resultado de um processo de pesquisa desenvolvida ao longo de três anos com o estudo da obra de Florbela Espanca e visita às principais cidades portuguesas em que a poeta viveu para conhecer de perto os ambientes e a cultura que a influenciaram.» (Fonte: CONTI outra: artes e afins)

Sinopse

«Em sua última hora de vida, Florbela Espanca repassa sua vida, relembrando os principais momentos, sempre fazendo menções também à sua obra. Ela começa contando uma parábola sobre vida, morte e destino que ela escreveu inspirada num conto indiano. Em seguida, discorre sobre o que pensa a respeito da vida, suas angústias, amores e dores. Florbela apresenta-se como uma mulher angustiada e ao mesmo tempo forte, mostrando quem ela é como pessoa e artista e pede para que a aceitem, pois só assim poderão lhe ter amor. Diz que sua dolorosa experiência ensinou que ela é só e que por mais que se debruce sobre o mistério de uma alma, nunca o desvenda, que o amor não passa de uma pobre coisa banal, incompleta, imperfeita e absurda. Sente-se triste, abandonada e só, pois tem esgotado todas as sensações artísticas, sentimentais e intelectuais. Sente-se afundar. Por fim, tem esperança de que alguém ao ler seus descosidos monólogos, realize o que ela não pôde: conhecer-se.» (Fonte: CONTI outra: artes e afins)

10/10/2014

UMA CASA-MUSEU PARA FLORBELA



Está a circular nas redes sociais uma petição pública “Pela criação da Casa-Museu de Florbela Espanca em Vila Viçosa”, dirigida ao presidente do município, que visa:

  • Homenagear Florbela Espanca (1894-1930) na terra que a viu nascer, valorizando a sua vida e a sua obra.
  • Preservar uma parte do seu espólio, o pertencente ao Grupo Amigos de Vila Viçosa, atualmente depositado no Posto de Turismo da localidade, mas devidamente inventariado e divulgado em Florbela Espanca: o Espólio de um Mito . – E existindo a Casa-Museu, porque não considerar a dinâmica de empréstimos e organizar igualmente exposições temporárias com os outros núcleos do legado florbeliano (veja aqui os outros espólios)?
  • Dinamizar atividades culturais, sobretudo em torno da figura da poetisa: conferências e debates temáticos, sessões de apresentação de livros e de leitura de poesia, encontros de escritores, espetáculos, exposições, oficinas didáticas para escolas, etc. [eventuais atividades]
  • Articular o Município de Vila Viçosa com outras entidades e a comunidade, no sentido de negociar um espaço para instalação da Casa-Museu (na casa dos pais de Florbela? No Centro Histórico de Vila Viçosa?).
  • Divulgar o património cultural, respondendo de modo mais cabal aos muitos turistas que visitam Vila Viçosa em busca de mais informações sobre Florbela.

no “diário de viagem” de Eduardo Salavisa.


Para conhecer mais Casas de escritores consulte a lista de algumas aqui.



Petição


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Fontes:

28/04/2014